Palavra escrita em 20/01/2007
VENCER É POSSIVEL
Aprendi muitas coisas depois da vinda da Rayra para nossas vidas. Se pararmos pra pensar, um filho nos ensina muitas lições de vida, principalmente aqueles que denominamos especiais, exatamente ensinar lições igualmente especiais. Parece demagogia, mas não e. Nem tão pouca utopia. E a realidade. Não podemos negar que são muitas lutas e batalhas que enfrentamos. Quando me lembro de tantos momentos em que eu passei com a Rayra num leito de hospital, algumas sem esperança médica, mas vencemos todas, não porque somos melhores que ninguém, mas porque cremos que Rayra e plano de Deus e O Todo Poderoso controla nossas vidas. Toda gloria seja dada a Deus! Também tivemos muitas vezes com Rayra desmaiada, praticamente sem vida em nossos braços, mas em todos esses momentos clamei o nome de Jesus e Ele tornou a dar vida a Rayra. Vencemos mais uma vez. Como foi difícil para nós superarmos tantos obstáculos como, por exemplo, o preconceito na sociedade em que vivemos, na família, a curiosidade das pessoas, quantos conselhos tivemos que escutar vindo de todas as partes e direções, muitas pessoas querendo receitar seus próprios remédios para cura, mas ate nisso Deus e tremendo, colocando profissionais com toda experiência e competência para cuidar da nossa pequenina. Vencemos também. Rayra esta crescendo e temos a dizer que a cada dia ela vence, vence, vence... Cada dia mais esperta, mais curiosa em conhecer o mundo. Vale ressaltar que e preciso muito amor, dedicação e tratamento médico para essas crianças, mas acima disto oportunidades de vivenciar experiências como as de uma criança dita normal.
Reflita comigo quanto à criança dita normal:
1) Porque quando chega um circo na cidade levam logo a criança para ver o espetáculo? 2) Porque quando tem a oportunidade levam os seus filhos para irem ao zoológico ou num dia bem ensolarado leva-os a praia para brincar na areia?
3) Na época do natal e verdade que mesmo quando muito pequenos levamos para tirar foto com o Papai Noel para guardarmos de lembrança!
4) Quem sabe, no final de semana, vamos ao shopping passear com eles, levá-los na área recreativa e comer batata frita na área de alimentação!
5) Não podemos de jeito nenhum deixar de levá-los a festinha de aniversario de seus amiguinhos, nem pensar!
AGORA REFLITA NO QUE DIZ RESPEITO À CRIANCAS ESPECIAIS: Porque será que não levam crianças especiais no shopping, na praçinha, na festinha de aniversario, no circo ou na praia? Vejamos algumas hipóteses:
1) Talvez se ache que a criança especial não entenda nada daquilo que se passa naquele lugar (obs.: você é quem pensa...)
2) O que as pessoas em volta vão dizer?
3) Será que vão ficar comentando que meu filho tem problemas, não anda, não fala, não brinca...?
4) Será VERGONHA?
5) Ou, ainda, quem sabe, PRECONCEITO?
Acho que vou parar por aqui, são muitas as desculpas a começar pela própria família. Convivendo nesse meio, lendo muitos artigos a respeito desse mundo especial, pude aprender um pouco que os estudos comprovam que se uma criança dita normal for colocada num ambiente precário, fechado, sem oportunidades de vida, ela vai desenvolver-se assim como uma criança portadora de alguma lesão cerebral. Mas vou alem de estudos e pesquisas científicas. Vou para a minha realidade, RAYRA. Ela é uma criança que faço de tudo para levar uma vida normal com ela, levo Rayra a todos os lugares que vou. Sempre que posso passeio com ela, levo-a a praia, deixo ela se sujar de areia, entro na água com ela, já acampamos por 2x, já a levamos no zôo e também não perde a festinha dos amiguinhos. Também e matriculada na EBD (Escola Bíblica Dominical) da igreja na turminha da sua idade e na hora de fazer as atividades, a professora pega a Rayra no colo, coloca a cola no seu dedinho, ou o lápis de cor na sua mão e assim ela faz o trabalhinho, o dia que ela falta, as outras crianças lembram dela e fazem um trabalhinho para ela também, lembrando que Rayra e a única criança especial na nossa igreja! Ate na feira Rayra vai com seu pai tomar caldo de cana e comer pastel! E assim a vida da Rayra, faz muita fisioterapia, mas também trabalhamos o social, tanto que Rayra não tem dificuldade de adaptação nem em ambientes e nem as pessoas. Entristece meu coração quando vejo crianças com alguma deficiência sendo tratadas com tanta diferença das ditas normais. O excesso de proteção e cuidado faz com que esta criança se torne cada vez mais deficiente. E verdade que quando vamos a lugares públicos os olhares das pessoas são acusadores, eu já passei por situações constrangedoras. Vencemos de novo. Como queremos que esses olhares acabem se nos, família, não tem cumprido com nosso papel que e introduzir a nossa criança na sociedade? Precisamos parar de criar ambientes específicos para as crianças portadoras de deficiências. A partir do momento que fizermos isto, este quadro deixara de ser tão curioso, pois a verdade que tudo que e diferente chama a atenção, desperta a curiosidade! A vergonha precisa ser quebrada e o preconceito também. Aonde começar? DENTRO DE NOS! Como começar? APRESENTANDO OS NOSSOS FILHOS AO MUNDO COMO PESSOAS QUE TEM SEUS DIREITOS E DEVERES POREM COM NECESSIDADES ESPECIAIS. Os comentários existem e os olhares são trocados, e dai? Com certeza as palavras que mais escutamos são: coitadinha, tadinha, que peninha e tantos inhas, mas digam a estas pessoas que seus filhos não precisam de piedade e sim de ajuda, de aceitação, de reconhecimento. Meu conselho é que vocês, pais, mães ou membros de uma família que tem alguma criança especial sintam-se privilegiados por terem sido escolhidos por Deus para cuidar destas crianças e vivenciar as maravilhas Dele na vida delas e na suas também. Acreditem no potencial dos seus filhos! Sintam-se especiais por te-los em seu meio! Ofereça oportunidades de vida para eles!
Acreditem que e possível vencer!
Ate breve!
Alline Siqueira F. da Silva (mãe da Rayra)
Palavra escrita em 21/9/2006
OLÁ AMIGOS!
Meu nome é Carlos Alberto, tenho 44 anos e sou o pai da Rayra. Tudo começou em 1993, mas precisamente no final do ano, eu sambista nato resolvi mudar a minha vida, pois estava cansado da mesmice, então falei eu com Deus: Se o Senhor realmente existe faça comigo o que tem feito na vida de tantas pessoas, transformando-as radicalmente. Quero encontrar uma mulher que me ame verdadeiramente do jeito que eu sou! Cinco meses após eu ter falado com Deus, no dia 1º de maio de 1994 (dia da morte do nosso querido Ayrton Senna), eu conheci Alline, hoje minha esposa. Com seis meses de namoro ficamos noivos. Hoje casados há 8 anos, eu agradeço a Deus por ter recebido esta benção, pois a Bíblia, lá no livro de Provérbios 18:22: Quem encontra uma esposa encontra algo excelente, recebeu uma benção.
Deste abençoado casamento, há dois anos e três meses, nasceu Rayra no dia 15 de Julho de 2003 às 16hs. Vocês já viram quando nós soltamos pintinhos no meio do quintal da nossa casa, como eles ficam felizes? Assim eu me senti e sinto até hoje por ter sido escolhido por Deus para cuidar dela. Não tem sido fácil, pois temos que dedicar nossas vidas inteiramente a ela, mas quando temos Deus dirigindo as nossas vidas torna-se mais fácil. Eu louvo a Deus pela esposa que Ele me deu, mulher sábia, valente, temente a Deus e, que não desisti nunca. As tempestades virão, as dificuldades e as barreiras estão aí para serem vencidas. Creia em Deus, pois Ele diz na Bíblia: Não temas, pois Eu sou contigo todos os dias da sua vida.
Caro (a) Amigo (a), que entrou neste site e que acha que o seu problema não tem solução; saiba você que a mesma distância que existe entre você e o seu problema é a mesma entre o seu joelho e o chão, então: ORE !
Para sua reflexão, leia Mateus 9: 20 a 22.
